sábado, 20 de abril de 2013

Asconpa entra na luta contra a privatização da Santa Casa de Misericórdia do Pará




Os dirigentes da Associação dos Concursados do Pará, José Emilio de Almeida e Julia Borges, participaram, na manhã desta sexta-feira, dia 19 de abril, de uma reunião com servidores efetivos da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMP).
Na pauta, a denúncia de que o Governo do Estado estaria decidido a entregar a administração do novo prédio da instituição à iniciativa privada, através do regime de OS (Organização Social).
Durante a reunião, que ocorreu na praça interna do Hospital, pois a direção proibiu o uso de auditório, o presidente da Asconpa, fez um intenso relato da atuação das organizações sociais, especialmente as que atuam no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua e no Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém.
Para Emilio, a presença das organizações sociais são absolutamente dispensáveis, pois servem apenas para sustentar ricos empresários que mensalmente recebem repasses milionários do governo estadual para atenderem apenas algumas especialidades. “Como as OS não praticam atendimento humanizado e universal, conforme prevê o Sistema Único de Saúde - SUS, seus portões estão sempre fechados para o atendimento da população”, disse o presidente da Asconpa. “Com tanto dinheiro repassado para estas empresas, o Governo estadual poderia investir mais na Saúde pública, sob a administração dos próprios servidores efetivos”, completa.
Além do mais, as OS não admitem aprovados em concursos públicos. Possuem liberdade para contratar servidores no mercado, pagando o salário que acharem convenientes. Em geral, esses salários são mínimos para a maioria e estratosférico para os poucos ligados à direção. “Em resumo, tanto o atendimento à população, quanto tratamento aos servidores saem caros demais, para a existência desse tipo de acordo”, disse ainda Emilio.
Além do mais, os servidores da Santa Casa, já faz nove anos - tempo de duração da construção no novo prédio - anseiam poder trabalhar nas novas instalações, onde as condições de trabalho serão bem melhores. O que, segundo já se sabe, não seria possível, já que este espaço estaria sendo preparado para ser administrado por uma empresa privada. 

Presidente admite estudo para privatização 
Após a reunião, todos se dirigiram ao auditório para uma nova reunião, desta vez com a presidente da fundação, Maria Eunice Begot da Silva.
Antes, porém, ocorreu um pequeno tumulto, quando o diretor administrativo do Hospital, Daniel Miranda, tentou expulsar os representantes da Asconpa, sendo, no entanto, impedido pelos servidores concursados que lotavam o espaço de reunião.
A presidente Eunice Begot iniciou a reunião falando apenas das novas instalações, quantos leitos terão e como está posta no projeto. Até que foi interrompida pelo presidente da Asconpa, que perguntou se a Santa Casa iria ser privatizada. Eunice, constrangida, disse que de nada sabia. No entanto, afirmou que “haverá uma licitação para que tudo seja bem transparente" e "já são dois anos de reuniões com o governador Simão Jatene e o secretário de Gestão, Sérgio Leão".
Dentre os servidores que se manifestaram, foi comum a denúncia de falta de transparência da direção do Hospital, que nunca discute com os funcionários as mudanças que pretende implantar. 

Protesto 
Os servidores da Santa Casa de Misericórdia do Pará já estão se organizando para não permitir a privatização do Hospital. 
Na próxima sexta-feira, dia 26 e abril, haverá um ato em frente ao hospital, que pretende reunir, além dos servidores, diversas entidades não apenas da área de Saúde, entre elas, a Associação dos Concursados do Pará.

2 comentários:

Anônimo disse...

Sr. Emilio, saiu a convocação da sesma do dom 18/04/2012.

Meus sinceros agradecimentos!!!

Muito obrigado emilio!!!

Anônimo disse...

Cada dia que passa mais me decepciono com os gestores deste estado, esta conversa que hospital público administrado por OS e mais viável, não convence a população.Imagina o repasse que seria para uma empresa privada gerir a Santa Casa.Mudaria seu estatuto ? passaria ser Fundação pública de direito privado ? Com certeza não.O governo quer com isso afastar servidor efetivo, se Ministério Público não se manifestar em favor do cidadão serviço público vai virar a casa do gestor, ou seja, trabalha aqui, quem é conhecido da base aliada.